20 de março de 2010

Limpar Portugal 2010

OBRIGADO A TODOS

Muito obrigado a todos os voluntários que LIMPARAM PORTUGAL, na Mata dos Medos.
Bem hajam.

Ao Pé do Mundo

17 de janeiro de 2010

Trabalhos I - Limpar Portugal / Grupo Seixal





RECONHECIMENTO DE PONTOS DE AGLOMERAÇÃO DE LIXO EM PORTUGAL

No passado domingo dia 17 de Janeiro, um grupo de voluntários, decidiu começar a fazer a mudança que quer ver no mundo, mais concretamente no conselho do Seixal.

O grupo, depois de uma breve apresentação e destribuição de fichas de registo de "lixeiras", e sem grandes rodeios, decidiu colocar as mãos a obra (neste caso, mais os pés).

Passadas mais de 2 horas, o grupo voltou a reunir-se no ponto de partida, e comentou aquilo que viu no terreno, ficando no ar as seguintes reflexões:

- existem vários locais onde o lixo é disperso, sendo difícil defenir a volumetria do mesmo.

- a maioria dos pontos de lixo, são pequenos e grandes entulhos particulares (o que dificultará, no dia 20, a sua remoção sem auxílio de meios pesados).

No final, e apesar da tristeza para com a atitude do povo português em relação a reciclagem do seu próprio lixo, pairou no ar uma sensação de agrado pelo pequeno contributo de cada um, e pelo facto de termos passado do mundo virtual para o real.




Fotografias Zito Colaço

13 de janeiro de 2010

Parque Natural da Arriba Fóssil - Rota Alto da Gralha





PATRIMÓNIO NATURAL

Na Rota Alto da Gralha existem algumas manchas florestais bastante relevantes como, o Pinhal dos Medos, Pinhal da Aroeira, Pinhel do Rei e Pinhal do Inglês, alguns incluídos nas Matas Nacionais e constituídos por comunidades semi-naturais de Pinheiro-bravo, com sub-bosque abundante em algumas zonas e, por uma extensa mancha de Pinheiro-manso, considerada a maior da Península Ibérica.

As áreas de matos ocupam substrato arenoso, exercendo um papel importante na estabilidade das terras junto á arriba.

Na Rota Alto da Gralha, encontram-se referênciadas 85 espécies de aves, pertencentes a 9 famílias, registando-se a presença acidental de espécies como, Corvo-marinho, a Garça-pequena e a Cegonha. Seis espécies referênciadas apresentam estatuto de ameaça, salientando-se rapinas como a Águia de Bonelli, o Peneireiro das torres e o Bufo real.

Nos termos de uma directiva comunitária, algumas das espécies de aves implicam a classificação do território como zona de protecçaõ especial. Do ponto de vista cinegético menciona-se a existência da Perdiz-vermelha, da Codorniz, da Rola, do Pombo-torcaz e da Tordoveia.

Encontram-se também recenseados 13 espécies de mamíferos, geralmente de pequeno porte, tendo o Morcego de Peluche estatuto de vulnerável. Em termos cinegéticos regista-se o Coelho e a Raposa.

A área da Paisagem Protegida da arriba Fóssil da Costa de Caparica, ocupa parte do território da Rota Alto da Gralha, tendo sido criada pelo decreto-lei nº 168/84, de 22 de Maio, com a finalidade de preservar as características geomorfológicas e paleontológicas, bem como as comunidades naturais existentes na zona.

Esta arriba estende-se ao longo do litoral da Península de Setúbal, desde as imediações da Costa de Caparica, até perto da margem norte da Lagoa de Albufeira. No seu interior e em áreas contíguas à arriba situam-se os pinhais da Aroeira e dos Medos, que fazem parte da freguesia da Charneca de Caparica, estando este último incluído nas Matas Nacionais e sendo considerado como Reserva Botânica. A espécie predominante é o Pinheiro-manso, com alguma mistura de Pinheiro-bravo, dispondo de um estatuto arbustico rico e de grande valor florístico.

Fotografias Zito Colaço


5 de janeiro de 2010

PARQUE NATURAL DA ARRIBA FÓSSIL - PORTUGAL


Já nasceu,
Portugal está de parabéns.

PARQUE NATURAL DA ARRIBA FÓSSIL - PORTUGAL

No dia 01 de Janeiro de 2010 nasceu, o logotipo do Parque Natural da Arriba Fóssil - Portugal.
Logotipo esse, constituído pela descrição do nome da zona em questão e, por uma flor muito pequena, muito bonita, composta por cinco folhas. Cada folha representa uma zona do Parque Natural da Arriba Fóssil (Paisagem Protegida da Arriba Fóssil da Costa de Caparica, Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos, Herdade da Apostiça, Lagoa Pequena e Lagoa de Albufeira).
Como é obvio e, para já, isto não passa de uma excelente ideia.
Resta porém, continuar a acreditar, divulgar e ter sorte.

Muito obrigado a todos aqueles que amam a natureza e, aos outros também.

Voltem sempre.
P.N.A.F.

12 de dezembro de 2009

Parque Natural da Arriba Fóssil - Rota dos Medos






«Esta Mata dos Medos que fica ali junto ao mar, entre Almada e Sesimbra, é povoada por bichos que falam, e que, como nós têm as suas vidas, as suas crenças, as suas ambições, os seus medos. Medo de que o mar ali chegue, pois isso no passado acontecera, como julga o Coelho. História em que a Toupeira, mais instruída, não acredita, pois isso não vem nos livros.
Ambição de possuir um milhar de sementes, como o Chapim, pássaro avarento, a quem faltam só 679 bagas (mas como em todos há um lado bom, este Chapim, sem o saber, sonâmbulo distribui de noite o que angariou de dia e nunca mais chega ao almejado número).

A vontade de liberdade da Lagarta, que estava farta de andar sempre em fila com as outras lagartas e se torna amiga de um Ouriço. Uma Lagarta que adora comer livros de poesia. Para o ouriço, a maior felicidade é o descanso e o seu lema, "Quando não se faz nada, nunca se deixa nada por fazer".»

Fotografias Zito Colaço

5 de dezembro de 2009

Parque Natural da Arriba Fóssil - Rota do Museu





MATA DOS MEDOS

No topo da arriba desenvolve-se outra importante unidade paisagística: o pinhal que se estende por essa plataforma costeira, atingindo os 111 metros de altitude. E aqui revela-se a Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos, criada em 1971, localizada na parte intermédia da Paisagem protegida. É um segmento com cerca de 300 hectares, dominado por pinhal de pinheiros-mansos(pinus pinea) assente numa série de antigas dunas, com um denso coberto arbustivo onde se destacam magníficos exemplares de Zimbros-costeiros(juniperos turbinata), que aqui assumem um porte arbóreo considerável. Consta que a mata terá sido plantada sob ordem do rei D.João V para conter o avanço das dunas(ou"medos"). Medronheiros( arbutus unedo) e Rosmaninho( lavandula stoechas) são exemplos visíveis de uma rica colecção botânica que engloba três espécies endémicas de Portugal e 15 da Península Ibérica.

Fotografias Zito Colaço.

28 de novembro de 2009

Parque Natural da Arriba Fóssil - Rota da Adiça





DAS GRALHAS ÀS VÍBORAS-CORNUDAS

A proibição de caça, a existência de diferentes biótopos, aliada à ligação desta área à Lagoa de Albufeira, e mesmo a costa do Espichel e ao Parque Natural da Arrábida, através de importantes corredores ecológicos, contribuem para a existência de uma fauna ainda diversificada.
Coelhos(oryctolagus cuniculus), raposas(vulpes vulpes), ouriços-cacheiros(erinaceus concolor), genetas (genetta genetta), representam os mamíferos. Da classe das aves fazem parte a gralha-preta(corvus corone), a poupa(upupa epops), o pica-pau-verde(picus viridis) e o pica-pau-malhado-grande(dendrocopus major), a perdiz-comum(alectoris rufa) e ainda algumas espécies de aves de rapina adaptadas a ambientes florestais, como a Àguia-de-asa-redonda(buteo buteo), e o açor(accipiter gentilis).
Se os anfíbios estarão mais associados à Lagoa de Albufeira, onde se reproduzem, já os répteis se destribuem por toda a área, melhor adaptadas as condições de aridez. É o caso da Lagartixa-das-areias(acanthodactylus erythrurus), do Sardão(lacerta lepida), da Sardanisca-argelina(psammodromus algirus), cobra-de-ferradura(coluber hippocrepis), da cobra-rateira(malpolon monspessulanus) e da víbora-cornuda(vipera latastí).

Fotografias Zito Colaço

8 de novembro de 2009

Parque Natural da Arriba Fóssil - Grande Rota / 44 km





PAISAGEM PROTEGIDA DA ARRIBA FÓSSIL DA COSTA DE CAPARICA

São mais de 13 kms de uma arriba de tons ocres, e quentes, a emoldurar a costa, ora mais próxima do Atlântico, ora mais recuada. Numa parte do topo, e com vista priviligiada, estende-se a Reserva Botânica da Mata Nacional dos Medos, um encontro de pinheiros-mansos, zimbros-costeiros e aroeiras. Em baixo, um extenso areal banhado por um mar azul. Um milagre que tem sobrevivido num território massacrado pela construção.

O nome Arriba Fóssil advém da sua actual posição recuada em relação ao mar. Ela é o elemento central desta paisagem costeira. Começa na Trafaria, onde chega quase aos 90 metros de desnível, e termina, já mais suave, junto à Lagoa de Albufeira. Mas é a partir da Costa de Caparica que começa a Paisagem Protegida. E não deixa de ser notável que a partir desse aglomerado urbano, e até ao Cabo Espichel, se estenda um troço costeiro com cerca de 30 kms, ou seja, praticamente toda a costa ocidental da península de Setúbal, onde quem impera ainda é o espaço livre de urbanizações.
Com um desnível médio a rondar os 70 metros, ela não passa despercebida. Inclusive, com boa visibilidade, a partir da Costa do Estoril, a cerca de 20 kms do mar. Princilpalmente quando o sol desce para o seu leito e pinta quase de vermelho essa extensa parede de arenitos voltada para o azul marinho.
Agentes erosivos como a chuva e o vento tem-na esculpido ao longo do tempo, originando esculturas notáveis, visíveis sobretudo nas diversas ravinas que a sulcam, principalmente entre a Fonte da Telha e a Lagoa de Albufeira. Por outro lado, este GEOMONUMENTO é um repositório de memórias com milhões de anos, como atesta o seu rico patrimónioio de fauna fossilizada.

Fotografias Zito Colaço

23 de setembro de 2009

Via Algarviana, Algarve, Portugal.

A Via Algarviana é um percurso pedestre de longa distância (300km), classificado como Grande Rota (GR13). Inicia-se em Alcoutim, junto ao Guadiana, e termina no Cabo de S.Vicente, em Vila do Bispo, passando pelas serras do Caldeirão e de Monchique. Desenvolve-se, sobretudo, em zonas florestais e atravessa várias aldeias, onde persistem muitas tradições do mundo rural.
A defenição do itenerário teve por base vários critérios que ajudam a explicar o porquê da actual configuração. Houve nessecidade, por um lado, de selecionar caminhos públicos ou de uso público, o menos pavimentados possível, de forma a evitar vedações e outros obstáculos artificias. Por outro lado, o trilho deveria passar junto de apoios para alojamento e restauração, normalmente em aldeias, de forma a tornar este itnerário praticável. Por fim, houve necessidade de selecionar os caminhos paisagisticamente mais apelativos, com pontos de interesse ao longo da viagem, tanto a nível ambiental como cultural. Tudo isto levou a mudanças no traçado inicial, passando de 240km para os 300km que tem actualmente o percurso.
Os 14 sectores que compõem a Via Algarviana não pretendem ser "estanques". Existe a possibilidade de, nalguns casos, juntar dois ou de dividir um sector em dois. Tudo isto depende da vontade do caminhante, sua preparação física e, claro, da existência ou não de alojamentos. Esse ajuste pode influenciar, no final, a duração global da viagem.
É muito provável que, a médio prazo, o aparecimento de novos alojamentos venha agilizar a redefenição dos actuais sectores. Esse é, contudo, um trabalho que levará o seu tempo, mas que faz parte da evolução natural desse projecto.
www.viaalgarviana.org